Nossa Clínica

Nossa Clínica

O Centro Médico Pastore foi fundado com o objetivo de oferecer um serviço médico de alta qualidade e um atendimento acima das expectativas, de forma ética e a um preço acessível. Tudo aqui foi projetado tendo o paciente, seu conforto e sua saúde no centro das nossas preocupações.

A nossas unidades do Centro e Tijuca foram pensadas para facilitar a locomoção dos pacientes até o médico. Localizadas no coração histórico do Rio de Janeiro, em frente ao Largo de São Francisco, e na Praça Saens Peña, o Centro Médico Pastore está convenientemente situado bem próximo de estações de metrô e importantes avenidas com farta disponibilidade de ônibus.

Nossos médicos, todos de ética inquestionável e com sólida formação (verifique no site a biografia do médico que irá lhe atender), foram escolhidos cuidadosamente para cuidar da sua saúde do jeito que você precisa, sem fazer mal ao seu bolso.

Nossos funcionários também estão inteiramente focados em sua satisfação. Não apenas nosso processo seletivo privilegia pessoas que além da competência exibam bom humor e bom trato com o público, os funcionários são avaliados de acordo com uma pesquisa de satisfação que você preenche ao final da consulta.
Oferecemos uma ampla gama de especialidades médicas, exames laboratoriais e exames de imagem, em um ambiente confortável, amistoso e profissional. Disponibilizamos todos os cuidados de que você necessita para se sentir cada vez melhor. Venha nos conhecer e se surpreender!

Diretoria

O Centro Médico Pastore é uma sociedade limitada administrada por seus dois sócios, o médico Sergio Luiz Souza de Figueiredo e o engenheiro Guilherme Aranha R. P. Ribeiro.

Sérgio Luiz Souza de Figueiredo

Sérgio Luiz Souza de Figueiredo

O Dr. Sérgio Luiz se formou médico em 2006 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo efetuado sua residência em Cirurgia Geral no Hospital Federal do Andaraí, e participado de diversos congressos nacionais e internacionais.

Antes da fundação do Centro Médico Pastore, trabalhou por 3 anos como cirurgião geral do Hospital Quinta D’Or e do Hospital do Andaraí.

Durante seu trabalho no sistema público, conheceu de perto a realidade do paciente do SUS, com o mau atendimento, o descaso, as filas, a falta de médicos e medicamentos. No atendimento particular, por outro lado, presenciou a dificuldade dos pacientes de planos de saúde que, mesmo após pagarem suas mensalidades com dificuldade, não conseguiam atendimento para si e seus familiares com facilidade.

Partindo de realidades tão diferentes, mas semelhantes na precariedade do atendimento médico, decidiu montar um centro médico baseado no que considerava ser ideal em relação à excelência dos serviços prestados, porém acessível a todos os pacientes.

Guilherme Aranha R. P. Ribeiro

Guilherme Aranha R. P. Ribeiro

O Sr. Guilherme Aranha R. P. Ribeiro se formou Engenheiro de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2004, realizando um mestrado em Economia e Finanças na Fundação Getúlio Vargas concluído em 2007 e um MBA na University of Chicago Booth School of Business concluído em 2009. Antes da fundação do Centro Médico Pastore, trabalhou por 3 anos no mercado financeiro no Rio de Janeiro, São Paulo e Londres.

Analisando o mercado de Saúde no Brasil, percebeu a existência de um segmento importante do mercado, compreendendo milhões de pessoas só no estado do Rio de Janeiro, que estariam dispostos a pagar um preço justo por medicina de qualidade, sem precisar ficar nas longas filas do serviço público nem nas longas esperas por consulta dos planos de saúde.

Percebeu também que é possível conseguir que excelentes médicos trabalhem por um preço acessível à populaçao quando se estabelece uma relação de benefício mútuo entre a clínica e os médicos, quando lhes são dadas condições adequadas de trabalho e lhes é oferecida uma remuneração justa e em dia, sem os atrasos ou glosas comuns nos planos de saúde.

Artigos

O Câncer de Mama é o tumor maligno que mais acomete mulheres no mundo inteiro (depois do câncer de pele não melanoma), sendo responsável por 25% dos tumores malignos diagnosticados em pessoas do sexo feminino. Estima-se que em 2015 tenha sido responsável por 57.120 novos casos e 14.206 mortes registrados no Brasil. Existem diversos tipos de câncer de mama, que variam muito em agressividade e apresentação. E, ao contrário do que se pensa, não é uma doença exclusiva das mulheres, ocorrendo em homens em 1% dos casos.

O diagnóstico precoce é a principal estratégia para diminuir o número de mortes por câncer de mama, visto que o quanto mais cedo for diagnosticada a doença, maiores as chances de cura.

Com o objetivo de estimular a participação da mulher nesse diagnóstico, o “Outubro Rosa” foi criado em 1990 nos Estados Unidos, buscando estimular o conhecimento do próprio corpo, o auto-exame das mamas, e identificação dos fatores de risco. Desde 2010 o Instituto Nacional do Câncer promove a ação do “Outubro Rosa” no Brasil, contando com a ajuda de entidades privadas e da mídia como um todo.

Fatores de Risco e Prevenção

São fatores de risco para o surgimento do câncer de mama: história familiar positiva (principalmente em parentes de primeiro grau com menos de 50 anos), menstruação antes de 12 anos, primeira gestação após 30 anos, não ter filhos e não amamentar, menopausa após os 50 anos, consumo de álcool em excesso, sedentarismo, sobrepeso e tabagismo. A prevenção primária, com a eliminação desses fatores, pode reduzir em até 30% o número de casos.

Nódulos palpáveis nas mamas ou embaixo dos braços (axilas), alterações de pele como “áreas repuxadas”, vermelhidão, pequenos furinhos, como uma “casaca de laranja”, saída de líquido pelo mamilo (principalmente líquido claro como água ou sangue) são sinais de alerta e a paciente deve procurar o ginecologista imediatamente.

O auto-exame deve ser feito mensalmente, de preferência após o termino do fluxo menstrual. Mulheres que não menstruam podem escolher uma data fixa para fazê-lo. Deve-se observar as mamas em frente ao espelho procurando alterações visíveis e palpando com as pontas dos dedos, no banho ou deitada, em busca de nódulos ou secreções.

A mamografia e a ultrassonografia são os principais métodos complementares de rastreio, detectando até 97% dos casos. Seguindo as orientações da Organização Mundial de Saúde, o Ministério da Saúde do Brasil, desde 2013, recomenda que a mamografia de rastreio seja realizada em mulheres entre 50 e 69 anos, sendo a ultrassonografia de mama recomendada para mulheres jovens. Pacientes com fatores de risco para o câncer de mama devem consultar seu ginecologista para discutir como será o rastreio. Caso algum dos métodos de rastreio revele uma imagem suspeita, a confirmação diagnóstica é feita através da análise em laboratório de fragmentos do nódulo, que é retirado através de uma biópsia da mama.

No Brasil, o diagnóstico e o tratamento tardios ainda são responsáveis por um grande número de mortes por câncer de mama. Muitas mulheres, por medo ou falta de esclarecimento, escondem de familiares ou não procuram atendimento médico, assim acabam por fazer o diagnóstico em fases avançadas, diminuindo as chances de cura.

Que tipo de problema pode ser causado pela exposição ao sol?

A exposição ao sol e as queimaduras solares são os maiores fatores de risco para a maioria dos cânceres de pele, incluindo o melanoma, o mais letal.

A energia do sol que alcança a Terra contém raios de luz visível e de luz invisível, estes últimos chamados de raios ultravioleta. São dois os tipos principais de raios ultravioleta (UV) : UVA e UVB. Quando os raios UV alcançam a pele, causam danos em suas células acarretando em problemas visíveis e invisíveis.

Os raios UVA causam os problemas invisíveis na pele. Após anos de exposição, estes defeitos se manifestam como rugas precoces e manchas, e também na forma de câncer de pele. Alguns destes problemas são reversíveis, mas a exposição repetida aos raios UV pode causar defeitos permanentes nas células da pele.

Os raios UVB são os responsáveis pelas queimaduras solares, um problema visível que se manifesta algumas horas após a exposição solar. Em muitas pessoas, a radiação pelo UVB pode resultar em bronzeado, pois este é o meio que a pele tem de se proteger de ainda mais problemas. Não existe bronzeado seguro. As sardas, que normalmente ocorrem em pessoas de pele clara, normalmente se devem a exposição solar repetida. Queimadura solar, bronzeamento e sardas são fenômenos provocados pela radiação UV, e onde é necessária a proteção solar.

A luz UVB é bloqueada pelo vidro de uma janela, mas os raios UVA atravessam o vidro, portanto é necessário proteger sua pele mesmo quando dentro do carro ou do escritório.

Sem a proteção solar, as pessoas que passam muito tempo no sol tendem a desenvolver a pele grossa, áspera, o que as faz aparentar uma idade maior.

Sinais como sardas grandes, rugas, e “casquinhas” como ceratoses actínicas (uma forma inicial de câncer de pele) também podem acontecer após anos de exposição solar, embora as cabines de bronzeamento também emitam o tipo de radiação ultravioleta que causa câncer de pele e envelhecimento precoce.

Quais os principais tipos de câncer de pele que possuem a exposição solar como fator de risco?

O carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular são dois tipos de câncer de pele que costumam aparecer na meia idade e em idosos, mas que podem se desenvolver até em adolescentes! Estes tipos de câncer de pele não costumam se espalhar pelo corpo, mas existem alguns casos. Também podem prejudicar muito a pele ao redor de onde surgem, causando deformidades. Ambos têm altas chances de cura quando diagnosticados precocemente.

O melanoma é a forma mais letal de câncer de pele. Seu desenvolvimento está associado às queimaduras solares recorrentes e graves. Pode aparecer em qualquer idade, incluindo crianças, adolescentes e adultos, e em pessoas de todas as cores, mesmo negros. O melanoma pode se espalhar para outras áreas do corpo e pode ser fatal.

Quando a proteção ao sol deve começar?

A proteção deve começar na infância e continuar por toda a vida, pois os problemas causados pelos raios UV tornam-se mais graves com as exposições repetidas. Quando as crianças aprendem desde cedo que devem se proteger do sol, provavelmente irão manter este hábito na vida adulta, desta forma protegendo-se do câncer de pele. Ensinar às crianças o uso do filtro solar é como ensiná-las a usar o cinto de segurança no carro ou o capacete ao andar de bicicleta.

Como proteger a si e a seus filhos do câncer de pele?

– Aplique uma camada GROSSA de protetor solar, e reaplique a cada 2 horas.
– Use roupas protetoras, como blusas de manga, chapéus e óculos de sol sempre que possível.
– Procure a sombra, principalmente entre as 10 da manha e 4 da tarde.
– Proteja as crianças adequadamente (para crianças menores de 6 meses, a melhor maneira de se proteger é usar roupas protetoras e ficar na sombra).
– Seja mais cuidadoso quando estiver na praia, pois a água e a areia refletem a luz do sol, aumentando a chance de queimaduras.
– Evite cabines de bronzeamento.
– Faça o autoexame: procure pintas, sinais, e a qualquer sinal de mudança, procure um dermatologista.

 

Dra. Mariana Martins Sasse
Dermatologista

O consumo de fibra alimentar associado a uma dieta balanceada é importante para promover a saúde, diminuindo o risco de doenças crônicas. É recomendado o consumo de 20 a 35 g de fibras/dia, e para isso deve-se investir em grãos integrais, vegetais e frutas.

Conhecendo as fibras

As fibras são as estruturas das paredes celulares dos grãos e vegetais, as quais não são digeridas pelo organismo dos seres humanos. Por esta característica, contribuem de forma significante no funcionamento intestinal.

Podem ser divididas em solúveis (aveia, linhaça, cevada, centeio entre outros) ou insolúveis (principalmente cereais e sementes). As fibras solúveis aumentam a viscosidade do conteúdo intestinal, pois possuem a propriedade de reterem água, tornando-se um gel, e ao o fazerem contribuem para a redução na absorção de colesterol, atuando na prevenção do depósito de placas de gordura nas paredes das artérias, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.

Já as fibras insolúveis aumentam o volume das fezes e aceleram o trânsito intestinal, evitando que substâncias tóxicas fiquem muito tempo em contato com as células do intestino, reduzindo o risco de câncer.

As fibras em geral também auxiliam no controle da glicemia, pois diminuem a taxa de absorção de carboidratos. Ou seja, o açúcar é absorvido de forma mais lenta e a glicemia (quantidade de açúcar no sangue) se mantém equilibrada.

Fibras e saciedade

As fibras influenciam na regulação do peso. Uma refeição rica em fibras necessita de uma mastigação de maior duração, proporcionando maior tempo para o organismo sinalizar a sensação de saciedade.

Portanto, as fibras devem fazer parte de uma dieta equilibrada e podem contribuir para uma sensação de disposição e bem – estar e qualidade de vida.

 

Drª Ana Rosa S. da Costa
Nutricionista Clínica

A sigla DIU refere-se a Dispositivo Intra-Uterino, que vem a ser um importante método contraceptivo reversível sendo utilizado por mais de 16 milhões de mulheres em todo o mundo. Pode ser composto por cobre ou impregnado com hormônio feminino, porém, independente de sua composição, é um método muito eficaz apresentando uma taxa de falha de 0,2%/ano.

Comparação entre os diversos métodos contraceptivos (%falha/ano)

– Vasectomia: 0,15%
– Ligadura de trompas: 0,50%
– DIU: 0,60%
– Anticoncepcional oral*: 0,3%-7%
– Anel vaginal*: 0,3%-8%
– Camisinha*: 2%-15%
– Coito interrompido*: 4%- 27%
* Os valores variam de acordo com o uso correto do método
(Fonte: Trussell, James (2007). “Contraceptive Efficacy”. Hatcher, Robert A., et al. Contraceptive Technology (19th rev. ed.). New York: Ardent Media. ISBN 0-9664902-0-7)

Mecanismos de ação

DIU de cobre: é, basicamente, uma peça de plástico com formato de uma letra “T” enrolada com fios de cobre. A simples presença de um corpo estranho dentro do útero já faz com que se crie uma resposta inflamatória dentro da cavidade uterina, de tal forma que o útero se torna um ambiente mais hostil para os espermatozoides.

Além disso, a presença do cobre no DIU aumenta o efeito espermicida do dispositivo, diminuindo a motilidade dos espermatozoides, o que praticamente impede a fecundação do óvulo.
Por fim, o DIU de cobre é um dispositivo mais barato, e por isso mais acessível à população como um todo.

DIU Hormonal: é um dispositivo inserido na cavidade uterina, também em formato de “T”, que possui um cilindro que libera uma forma de progesterona sintética dentro do útero. Assim como no DIU de cobre, a presença dessa peça já causa, por si só, uma resposta inflamatória na cavidade uterina tornando-a um ambiente desfavorável aos espermatozoides.

A presença desta progesterona sintética diminui a frequência da ovulação e altera a consistência do muco do colo do útero dificultando a passagem do esperma.

A ação hormonal desta progesterona é local e restrita ao útero, não havendo os efeitos colaterais comuns e indesejáveis do uso de hormônios orais sistêmicos.

Vantagens

– Pode permanecer no útero por vários anos
– Não exige disciplina diária no “uso”, como ter que tomar pílula todas as noites
– Não interfere no ato sexual

Desvantagens

– Pode aumentar as dores no período menstrual
– Pode aumentar o fluxo menstrual
– Não protege de doenças sexualmente transmissíveis
– Pode aumentar o risco de infecções ginecológicas

A colocação deve ser realizada por um médico ginecologista. É muito importante que sejam seguidas todas as regras de assepsia visando diminuir a chance de infecção. O procedimento pode causar um certo desconforto, sendo usualmente prescrito um anti-inflamatório oral horas antes para que esse incômodo sejas bem tolerado pelas pacientes, porém anestésicos locais podem ser utilizados para gerar maior conforto. É importante realizar uma USG de controle após a colocação para que se tenha certeza da posição correta do DIU na cavidade uterina.

O acompanhamento de uma paciente com DIU é o mesmo de todas as mulheres, ou seja, anual. A única diferença é que além do exame preventivo para o câncer do colo de útero, as pacientes com DIU devem realizar USG para avaliar a posição do DIU.

Contra Indicações no uso do DIU

Algumas condições são proibitivas para o uso do DIU, visto que facilitam ou predispõem condições prejudiciais a paciente, são elas:

– Período pós-parto (48 horas- 4 semanas)
– Doença trofoblástica gestacional
– Câncer de ovário/endométrio/útero
– Múltiplos parceiros / infecções ginecológicas recorrentes
– Sangramento vaginal
– Gravidez
– Doença inflamatória pélvica

Aqui no Centro Médico Pastore, nós realizamos a colocação de DIU com toda a estrutura e higiene necessárias, profissionais capacitados, exames para o acompanhamento da paciente após a colocação e a qualidade que já é característica nos nossos atendimentos.

Com a realidade dos tempos de hoje de violência, dificuldades financeiras, cobranças no ambiente de trabalho e etc, é muito comum sermos acometidos por doenças psicofisiológicas como a ansiedade e a depressão.

A temida insônia promove a incapacidade de iniciar a dormir ou até mesmo manter sono; é capaz de deixar o indivíduo em estado de vigília durante toda a noite, e consequentemente, prejudicando em suas atividades diárias, através de lentidão nos movimentos, no raciocínio e também no aumento de riscos em acidentes de trabalho.

O que muitos não sabem é da importância da alimentação na conquista de uma boa noite de sono. Uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes e com uma maior digestibilidade, vai facilitar que seu organismo se prepare de forma adequada para o descanso.

Para uma boa noite de sono, deve-se evitar:
1) Excesso de alimentos (próximo a hora de deitar);
2) Preparações gordurosas;
3) Bebidas estimulantes (no período noturno);
4) Refrigerantes do tipo cola, e guaraná;
5) Café, capuccino;
6) Chá preto, chá mate;
7) Guaraná natural;
8) Excesso de carnes (aves, bovina e suína);

Preferir:
1) Chás de ervas: erva-doce, alface, camomila, capim-limão, maçã;
2) Preparações mornas e de pouca quantidade: caldos, sopas, mingaus;
3) Leite morno;

Estas são algumas dicas e fáceis e simples a serem seguidas. Lembrando sempre no entanto que caso possua sintomas persistentes a longo prazo (insônia há 1 mês, irritabilidade e outros), busque um profissional médico para melhor orientação.

Bons sonhos!!!!

 

Drª Ana Rosa S. da Costa
Nutricionista Clínica

A constipação intestinal, também conhecida como “prisão de ventre”, é uma alteração especifica do trânsito intestinal, sendo caracterizada pela diminuição de evacuações, fezes endurecidas e esforço evacuatório.

A vida moderna com alimentação pobre em fibras, líquidos e refeições em horários irregulares em muito contribui para a constipação intestinal. Causas secundárias também podem estar relacionadas, como efeitos colaterais de medicamentos, falta de exercício físico, ansiedade, diabetes, hipotireoidismo, neoplasias intestinais, doenças neurológicas e musculares, gravidez, etc.

A participação da nutrição se dá com a utilização das fibras alimentares, que promovem efeitos fisiológicos benéficos como laxação e atenuação do colesterol e glicose sanguíneos. Elas apresentam, também, grande vantagem em relação aos medicamentos, pois estes “viciam” a mucosa intestinal, além de apresentarem possíveis efeitos secundários prejudiciais.

Seguem algumas orientações nutricionais de aspecto geral, lembrando que é sempre importante a orientação de um nutricionista para que seja realizada uma avaliação clínica-nutricional individualizada evitando, assim, o consumo de suplementos e/ou medicamentos de forma indiscriminada.

Prefira:
– Ingestão de, no mínimo, 2 litros de água/dia, de preferência gelada e 200 ml em jejum;
– Mastigar bem os alimentos;
– Cereais integrais; farelos de aveia ou trigo; hortaliças fibrosas (folhosas) cruas; frutas laxativas (mamão, laranja, ameixa, etc.); frutas passas (figo, ameixa, damasco);
– Consumir as frutas com bagaço e casca;
– Iogurte, coalhada ou leite fermentados;
– Realizar as refeições no intervalo de 3 em 3 horas;
– Praticar atividade física regular;

Evitar:
– Laxativos sem prévia orientação;
– Alimentos constipantes para muitas pessoas, tais como: maçã, banana, chuchu, abobrinha, batata, mandioquinha, goiaba, limão, chá preto, amidos ou farináceos refinados, açúcar e alimentos específicos que você sabe que lhe causam prisão de ventre.

 

Referências Bibliográficas:
MACHADO, W.M; CAPELARI. S.M. Evaluation of the efficacy and adherence to long-term use of dietary fiber in the treatment of functional intestinal constipation – Rev. Nutr., Campinas, 23(2):231-238, mar./abr., 2010;
GOMES, M.C.R; LEÃO, L.S.C.S. Manual de nutrição clínica. 8 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008;
KHALIF, I.L.; QUIGLEY, E.M.M.; KONOVITCH, E.A. et al. Alterations in the colonic flora and intestinal permeability and evidence of immune activation in chronic constipation. Digest Liver Dis; 37: 838-849,2005.
CUPPARI, L. Nutrição clínica no adulto. 2 ed. rev e ampl. – Barueri, SP: Manole, 2005.

 

Drª Ana Rosa S. da Costa
Nutricionista Clínica

A prevenção do ganho excessivo de peso começa na conscientização da importância, no dia a dia, da prática de atividade física e da adoção de bons hábitos alimentares. Ou seja, o sedentarismo e a alimentação inadequada devem ser evitados em todas as faixas etárias. O cerne do tratamento atual da obesidade baseia-se em terapias comportamentais dirigidas no sentido de modificação das atividades e hábitos relacionados à alimentação, exercícios para aumentar o gasto calórico e orientações nutricionais para diminuir o consumo de calorias e, particularmente, de gordura. Os tratamentos com agentes farmacológicos são considerados um adjunto a essa terapêutica básica.

O tratamento da obesidade constitui hoje um dos grandes desafios na prática médica. A alta prevalência de comorbidades associadas ao excesso de peso, assim como um grande comprometimento funcional e psicológico, torna a obesidade um problema não só do médico, mas também de diversos profissionais da área de saúde (nutricionistas, fisioterapeutas, etc). É impossível pensar em um tratamento efetivo para obesidade sem incluir uma mudança radical no padrão alimentar e na prática de atividade física. E para essas mudanças, na maioria das vezes, apenas a intervenção médica não é suficiente. É cada vez maior a conscientização de que o tratamento da obesidade é multidisciplinar e que não existe fórmula mágica ou um medicamento capaz de fornecer resultados satisfatórios e a longo prazo sem uma mudança completa dos hábitos do paciente.

Todos os pacientes que procuram tratamento para obesidade devem, obrigatoriamente, receber algum tipo de orientação nutricional e de prática de atividade física. O tratamento farmacológoco pode ser utilizado nos casos em que as medidas gerais não são suficientes, mas ele só se justifica em conjunção com orientações dietéticas e mudanças do estilo de vida. Os agentes farmacológicos somente ajudam a aumentar a adesão dos pacientes às mudanças nutricionais e comportamentais. Vale aqui reforçar que as medicações antiobesidade devem ser utilizadas sob supervisão médica contínua, sendo o tratamento e a escolha medicamentosa individualizados para cada paciente.

O tratamento nutricional constitui a base do tratamento do paciente obeso, mas se torna ineficaz se não houver uma completa mudança do padrão alimentar por parte do paciente. Embora existam diversos tipos diferentes de dietas e/ou planos alimentares, todos têm como objetivo comum uma perda de peso sustentada, saudável e que promova benefícios adicionais à saúde do paciente.

É considerada uma dieta adequada a que inclui, diariamente, frutas, legumes e verduras, carnes magras, água e sucos de frutas (no lugar de refrigerantes), poucas frituras, consumo moderado de doces e alimentos com altos teores de açúcar, e que evite alimentos gordurosos. Os carboidratos (massas, pães, arroz etc) e o sal também devem ser consumidos de maneira equilibrada.

A prática de atividade física está relacionada a um maior gasto energético, a uma melhora significativa de diversos parâmetros metabólicos (melhora no metabolismo da glicose, perfil lipídico, diminuição da pressão arterial, entre outros) e a uma melhoria na qualidade de vida. É importante observar que a quantidade de atividade física necessária para trazer os benefícios metabólicos para o paciente pode não ser suficiente para promover a perda de peso. A prescrição de atividade física deve ser feita de maneira progressiva, observando-se a tolerância do paciente à atividade em questão e a presença de efeitos indesejáveis.

Além do citado, incluem-se no tratamento do paciente obeso, medidas psicológicas e cirúrgicas. Embora seja praticamente impossível o tratamento efetivo de um paciente obeso sem a combinação das intervenções citadas (dieta, atividade física e tratamentos psicológico e farmacológico), muitas vezes é difícil a utilização correta de todas elas. O paciente e o profissional evolvidos devem estar conscientes de que o objetivo primário – a perda de peso saudável e sustentável- só poderá ser atingido com uma combinação, mesmo que parcial, das abordagens nutricionais, físicas, psicológicas e farmacológicas (esta quando possível e necessária). Apenas com esse tratamento multidisciplinar ele será capaz de obter sucesso em um dos maiores desafios da prática médica atualmente.

 

Drª Letícia Garcia Maurício Japiassú
Endocrinologista

O que dizem nossos pacientes